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Sobre a Terapia

Pressupostos básicos:

 

O indivíduo é sempre referido em um sistema. O indivíduo isolado não existe; é uma abstração.

No modelo de desenvolvimento humano, a matriz de identificação é a família. Para crescer é preciso estar dentro do grupo, trocando, aprendendo.

 

A família em si é uma unidade, como um organismo, em que todas as partes estão ligadas e interagem. Há um movimento contínuo, circular, de trocas entre sistema familiar e a estrutura individual. Desta forma o indivíduo surge como elemento potencial de entrada de novos estímulos no sistema, ao mesmo tempo em que vive complexidades, contradições e conflitos. Isto dentro da rede interacional que compreende, não só a família atual, como a trigeracional.

 

A família passa por ciclos onde, de diferentes maneiras, busca manter um equilíbrio. O drama é a estrutura da vida. A temática desenrola-se através das gerações. Uns saem, outros entram. O indivíduo é o ponto convergente, ponto de intersecção no tempo. A tarefa é ser feliz. A finalidade é viver com alegria. Assim, nós temos os personagens, a trama, os temas, os papéis e as funções distribuídas entre os participantes, nos diferentes ciclos e momentos do grupo familiar.

 

O indivíduo escolhe tudo que lhe acontece, o que se torna um quebra-cabeça solucionável. A própria pessoa é quem determina, na maioria dos casos, se os acontecimentos de sua vida continuarão existindo ou não. O nível de consciência da escolha é variável. O inconsciente é, simplesmente, todas as coisas que se escolhe não tomar consciência. As pessoas, às vezes escolhem dor, sofrimento e não se permitem saber que estão escolhendo.

 

 

O que singulariza a terapia sistêmica?

 

O principal da teoria sistêmica, que a singulariza, é esse deslocamento de uma visão intra-individual para uma visão relacional, que coloca o individuo sempre em contexto. E que entende até esse seu mundo interno como um mundo de relações, com ele mesmo, com suas vivências.

 

Humildade: o terapeuta se coloca humilde no encontro com seu cliente, ele reconhece e valoriza o conhecimento da pessoa sobre sua vida, seu problema e sua potencialidade, ao mesmo tempo reconhece seu conhecimento em criar um espaço para uma relação que promova criatividade para a solução e dissolução de dificuldades. No encontro terapeutico entendemos terapeuta e cliente como seres humanos, ambos com seus conhecimentos e especialidades a serem compartilhadas na conversação.

 

Ser público: o terapeuta coloca com transparência e objetividade seus pensamentos sobre a história do cliente, com o objetivo de convida-lo à construção dos recursos para a dissolução de dificuldades e na esperança de oferecer um modelo para o cliente agregar aos seus processos de diálogo sobre seus problemas.

 

Simetria: terapeuta, cliente, familiares, sociedade, todos trabalham em simetria na construção e desconstrução das nossas realidades cotidianas, todos os participantes são reconhecidos como importantes nos processos de terapia.

 

Responsabilidade relacional: deixamos o paradigma individualista, intrapsíquico, para voltarmos nosso foco para a relação, aquilo que acontece entre as pessoas. Dessa forma não há lugar para a culpa, cada envolvido é responsável racionalmente pelo mundo construído, assim nos tornamos capazes de participar da transformação desse mundo.

 

Foco na linguagem: não nos engajamos em investigar um mundo objetivo, ou em verdades universais. Nos interessamos por como as pessoas se engajam umas as outras em relacionamentos que constroem um acordo comunal de realidade. Isso não significa que negamos a existência do mundo, mas nos importa mais como as pessoas nomeiam e entendem esse mundo a partir das relações em que tais conceitos ganham sentido, através de processos linguísticos.

 

Self Relacional: a partir dessa mudança do paradigma individualista para o relacional passamos a entender o self em eterno desenvolvimento. A cada novo relacionamento, a cada encontro, a pessoa atualiza e enriquece seu self. 

 

Proposta de Trabalho

A Terapia Sistêmica segue todos os pressupostos teóricos/técnicos/clínicos enfocando o cliente (seja um indivíduo, uma família, um casal) como um Sistema em relação.

O sistema em terapia necessita tomar consciência do seu funcionamento e das suas dificuldades (ou problemas), para poder desenvolver as mudanças, e assim ter como treinar os novos comportamentos/ atitudes/sentimentos.

O foco da Terapia Sistêmica é o processo de autonomia, que engloba o pertencer/separar-se, o desenvolvimento da consciência, das escolhas e responsabilidade; a mudança das pautas disfuncionais,  para isso é necessário que o cliente se responsabilize pelo processo.

 

Atendimentos

Os atendimentos podem ser individuais, em família ou casal, dependendo de como os membros e o terapeuta definirem. O atendimento individual é possível, uma vez que um único membro é uma amostra do seu sistema. Ele já é entendido como uma totalidade. Claro, que estaremos com o ponto de vista de uma só pessoa, e o que nos interessa é como ela lida com o que ela percebe.

A escolha de sessões, tempos, tarefas e outros encaminhamentos são definidos a cada um dos momentos do processo em função das aprendizagens/mudanças que o sistema necessita e que é pertinente realizar.